desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

Ex presidente italiano defende que 11 de Setembro foi uma operação interna. | 02Set2009 12:58:57

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O ex presidente italiano, o homem que revelou a existência da Operação Gládio, Francesco Cossiga veio a público acerca do 11 de Setembro relatando ao jornal mais antigo e mais lido de Itália que os ataques foram levados a cabo pela CIA e pela Mossad e que isto é de conhecimento geral no seio dos serviços secretos em todo o mundo.

Cossiga disse ao Correire della Sera:
    “Todos os [serviços secretos] da América e da Europa... sabem bem que o desastroso ataque foi planeado e realizado pela Mossad, com a ajuda do mundo sionista, de modo a lançar a acusação sobre os países árabes e de modo a instigar os poderes ocidentais a tomarem parte... no Iraque [e] no Afeganistão.”
    Cossiga foi eleito presidente do Senado italiano em Julho de 1983 antes de ganhar as eleições com uma vitória esmagadora e tornando-se presidente do país em 1985, tendo ocupado o lugar até 1992.
    A tendência de Cossiga de falar sem rodeios irritou o sistema político italiano e o mesmo foi forçado a demitir-se depois de revelar a existência da Operação Gládio, bem como a sua participação na mesma – uma operação encoberta sob os auspícios da OTAN que levou a cabo diversos atentados bombistas por toda a Europa nos anos 60, 70 e 80.A especialidade da Gládio era levar a cabo o que chamavam de “operações de falsa bandeira”, ataques terroristas cujas culpas da autoria eram atribuídas à oposição interna e geopolítica.
    As revelações de Cossiga contribuirão para uma investigação parlamentar da Gládio em 2000 no decorrer da qual se tomou conhecimento de que os ataques desta eram supervisionados pelo aparato dos serviços secretos dos EUA.
    Em Março de 2001 o agente da Gládio, Vencenzo Vinciguerra, testemunhou sob juramento que “Tínhamos que atacar civis, o povo, mulheres, crianças, pessoas inocentes, desconhecidos que nada tinham a ver com o jogo político. A razão era bastante simples: forçar… a opinião pública a virar-se para o Estado e exigir maiores medidas de segurança.”
    Em 2001 Cossiga exprimiu pela primeira vez as suas dúvidas acerca do 11 de Setembro e é citado pelo pesquisador Webster Tarpley como tendo dito que “O responsável por trás dos ataques deve ter sido uma mente sofisticada, tendo ao seu dispor muitos meios que lhe tenham permitido não só recrutar kamikazes fanáticos mas também pessoas altamente qualificadas. Digo mais: tal não seria possível sem infiltrações no pessoal responsável pelos radares e pela segurança de voo.”
    Vindo de um respeitado ex cabeça de Estado, a afirmação de Cossiga de que os ataques de 11 de Setembro foram um acto interno e de que isso é do conhecimento geral no seio dos serviços secretos mundiais é esclarecedor. Trata-se de mais uma confirmação reveladora que não é mencionada pela máquina de propaganda americana na imprensa ou na TV. Contudo, devido à sua experiência e estatuto mundial, Cossiga não pode ser descartado como “biruta”.

Notícia original: American Free Press, Edição #52, 24 Dez 2007
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