desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

A Bíblia e as leis da ciência: a lei da biogénese | 26Ago2011 17:04:10

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No domínio da biologia, uma das mais aceites e mais utilizadas leis da ciência é a lei da biogénese. Esta lei foi estabelecida há muitos anos para ditar aquilo que tanto a teoria como a evidência experimental mostravam ser verdade entre os organismos vivos — que a vida vem unicamente de vida precedente e se perpetua reproduzindo apenas a sua própria família ou tipo. Tal como David Kirk correctamente afirmou: “No final do século XIX, havia um acordo generalizado de que a vida não pode provir de não vivos nas condições actualmente existentes no nosso planeta. A afirmação 'Toda a vida provém de vida preexistente' tornou-se o dogma da biologia moderna, não sendo de esperar que uma pessoa razoável dela discordasse” (1975, p. 7). As experiências que formaram a base última desta lei foram realizadas em primeiro lugar por homens como Francesco Redi (1688) e Lazarro Spallanzani (1799) em Itália, Louis Pasteur (1860) em França e Rudolph Virchow (1858) na Alemanha. Foi Virchow quem documentou que as células não provêm de matéria amorfa, mas unicamente de células preexistentes. A Enciclopédia Britânica declara, relativamente a Virchow, o seguinte: “O seu aforismo ‘omnis cellula e cellula’ (todas as células provêm de células preexistentes) equipara-se ao ‘omne vivum e vivo’ (todas as coisas vivas provêm de coisas vivas preexistentes), de Pasteur, entre as generalizações mais revolucionárias da biologia” (1973, p. 35).

Ao longo dos anos, inúmeros milhares de cientistas em várias disciplinas estabeleceram a lei da biogénese simplesmente como isso — uma lei científica que declara que a vida provém unicamente de vida preexistente e da vida do seu tipo. Curiosamente, a lei da biogénese estava firmemente estabelecida na ciência muito antes da invenção das modernas teorias evolucionistas. Também de interesse considerável é o facto de os estudantes serem consistentemente ensinados nas aulas de biologia do ensino secundário e superior sobre o tremendo impacto, por exemplo, do trabalho de Pasteur, sobre o falso conceito de geração espontânea (a ideia de que a vida surge por si própria, a partir de antecedentes não vivos). Aos estudantes é descrito, em grande pormenor, o cenário histórico de como Pasteur triunfou sobre a “mitologia” e deu à ciência o “seu momento de glória” quando desacreditou o então popular conceito de geração espontânea. Em seguida, mal deixando tempo para respirar, os estudantes são informados pelo professor sobre como começou a evolução através de gerações espontâneas. George Wald, galardoado com o prémio Nobel, comentou esta discrepância do seguinte modo:

    Quanto à geração espontânea, continuou a encontrar aceitação até ser finalmente eliminada pelo trabalho de Louis Pasteur — é curioso que, até há bem pouco tempo, os professores de biologia geralmente contavam esta história como parte da introdução dos estudantes à biologia. Terminavam este relato cheios de satisfação com a convicção de que tinham feito uma demonstração expressiva do derrube de uma noção mística pela experimentação científica pura. Em geral, os seus estudantes ficavam tão estupefactos que se esqueciam de perguntar ao professor como é que ele explicava a origem da vida. Teria sido uma pergunta embaraçosa, pois só há duas possibilidades: ou a vida surgiu por geração espontânea, o que o professor tinha acabado de refutar; ou surgiu por criação sobrenatural, o que ele provavelmente considerava anti-científico (1972, p. 187).

Efectivamente, o Dr. Wald está correcto. Os estudantes esquecem-se de perguntar ao professor como é que, se a geração espontânea foi descreditada, a evolução terá começado em primeiro lugar. Este ponto pode ter escapado a alguns estudantes, mas não escapou aos estudiosos evolucionistas, que confessam ter uma certa dificuldade com o problema colocado pela lei da biogénese. Simpson e Beck, no seu livro de biologia, Life: An Introduction to Biology, afirmam que “não há sérias dúvidas de que a biogénese é a regra, que a vida vem unicamente de outra vida, que uma célula, a unidade da vida, é sempre e exclusivamente o produto ou a descendência de outra célula” (1965, p. 144, ênfase acrescentada). Martin A. Moe, escrevendo na edição da Science Digest de Dezembro de 1981, colocou a questão nestes termos que é difícil não perceber:

    Um século de descobertas sensacionais nas ciências biológicas ensinou-nos que a vida provém unicamente de vida, que o núcleo governa a célula através dos mecanismos moleculares do ácido desoxirribonucleico (ADN) e que a quantidade de ADN e a sua estrutura determinam não só a natureza das espécies mas também as características dos indivíduos (p. 36, ênfase acrescentada).

Nos últimos anos, porém, alguns evolucionistas sugeriram que aquilo que é vulgarmente referido como a “lei” da biogénese não é de todo uma “lei”, mas apenas um “princípio” ou “teoria” ou “afirmação”. Esta nova nomenclatura está a ser sugerida pelos evolucionistas porque aperceberam-se perfeitamente das implicações da lei da biogénese — não porque tenham sido descobertas contradições ou excepções à lei. É interessante notar que, nos textos de ciência do século XIX, falava-se da biogénese como uma lei. Mas, recentemente, esse termo foi substituído por novos termos que pretendem “suavizar” a força da biogénese sobre os conceitos evolucionários. Uma rosa, contudo, pode ter outro nome mas é sempre uma rosa, segundo diz o adágio. E não pode haver dúvidas de que a biogénese reflecte certamente (para usar as palavras do Dr. Hull) “uma regularidade real na natureza”, uma vez que nunca houve um único caso documentado de geração espontânea! Ainda assim, alguns evolucionistas modernos preferem utilizar um termo diferente quando falam da biogénese. Um dicionário de biologia muito conhecido diz, sob o título “Biogénese, Princípio da ” — “A regra biológica de que uma coisa viva só pode ter origem num ascendente ou em ascendentes no todo semelhantes a si própria. Nega a geração espontânea...” (Abercrombie, et al., 1961, p. 33). Outros se seguiram. Simpson e Beck, no seu texto anteriormente citado, afirmaram: “Consideramos a biogénese como um princípio fundamental de reprodução com base na evidência experimental e também em considerações teóricas” (1965, p. 144, ênfase acrescentada).

R.L. Wysong, na sua obra clássica, The Creation-Evolution Controversy [A controvérsia entre Criação-Evolução], comentou:

    O criacionista é rápido a lembrar aos evolucionistas que a biopoese e a evolução descrevem eventos que contradizem descaradamente uma lei estabelecida. A lei da biogénese diz que a vida provém unicamente de vida preexistente, a biopoese diz que a vida surgiu de produtos químicos mortos; a evolução afirma que formas de vida dão origem a formas de vida novas, melhoradas e diferentes, a lei da biogénese diz que os tipos reproduzem unicamente os seus próprios tipos. Os evolucionistas não estão esquecidos desta lei. Questionam-na, simplesmente. Dizem que a geração espontânea foi refutada nas condições dos modelos experimentais de Pasteur, Redi e Spallanzani. Isso, argumentam eles, não impede a formação espontânea de vida em condições diferentes. A esta afirmação o criacionista responde que, mesmo dadas as condições artificiais e as manobras inteligentes das experiências da biopoese, mesmo assim a vida não “se gerou espontaneamente”. ...Até chegar a altura de observarmos a vida a ser gerada espontaneamente, o criacionista insiste que a lei da biogénese continua válida!... Como é possível chamar à biogénese algo inferior a uma lei? (1976, pp. 182-185).

Moore e Slusher, no seu texto, Biology: A Search for Order in Complexity [Biologia: A Procura de Ordem na Complexidade], escreveram: “Historicamente, o ponto de vista de que a vida provém unicamente de vida foi tão bem estabelecido através dos factos revelados pelas experiências que tem o nome de Lei da Biogénese.” Numa nota de pé-de-página, os autores afirmam ainda: “Alguns filósofos chamam a isto um princípio em vez de uma lei, mas trata-se de uma questão de definição e as definições são arbitrárias. Alguns cientistas chamam a isto uma superlei, ou uma lei sobre leis. Independentemente da terminologia, a biogénese tem a categoria mais elevada nestes níveis de generalização” (1974, p. 74, ênfase no original).


REFERÊNCIAS

Abercrombie, M., C. Hickman, and M. Johnson (1961), A Dictionary of Biology (Baltimore, MD: Penguin).

Ackerknect, E.H. (1973), “Rudolph Virchow,” Encyclopaedia Britannica, 23:35.

Balcom, Margaret (1967), The Christian Century, May 3.

Hull, David (1974), Philosophy of Biological Science (Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall).

Kirk, David (1975), Biology Today (New York: Random House).

McGraw-Hill Dictionary of Scientific and Technical Terms (1978), ed. D.N. Lapedes (New York: McGraw-Hill).

Moe, Martin A. (1981), “Genes on Ice,” Science Digest, 89[11]:36,95, December.

Moore, John N. and H.S. Slusher (1974), Biology: A Search for Order in Complexity (Grand Rapids, MI: Zondervan).

Rall, Harris (1936), Faith For Today (Nashville, TN: Abingdon).

Simpson, G.G. and W.S. Beck (1965), Life: An Introduction to Biology (New York: Harcourt, Brace & World), second edition.

Sullivan, J.W.N. (1933), The Limitations of Science (New York: Viking).

Wald, George (1972), Frontiers of Modern Biology in Theories of Origin of Life (New York: Houghton-Mifflin).

Wysong, R.L. (1976), The Creation-Evolution Controversy (East Lansing, MI: Inquiry Press).

Autor: Bert Thompson, Ph.D.

http://www.apologeticspress.org/article/986





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