desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

O Banco Mundial promete salvar as árvores e depois ajuda a desflorestar a Amazónia | 22Nov2011 19:33:52

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Há um mês [Dez 2007] prometeu combater a desflorestação. Agora uma investigação revela que financia a maior ameaça da floresta tropical.

O Banco Mundial surgiu como um dos principais financiadores por trás de uma explosão de actividades de criação de gado na Amazónia, que uma nova investigação identificou como a maior ameaça à sobrevivência da floresta tropical.

A criação de gado cresceu 50% nos últimos três anos, impulsionada por novos matadouros industriais que estão a ser construídos na bacia amazónica com a ajuda do Banco Mundial. A revelação contraria as afirmações do banco de que está a financiar os esforços para deter a desflorestação e reduzir as enormes emissões de gases com efeito de estufa que esta provoca.

Roberto Smeraldi, chefe dos Amigos da Terra Brasil e principal autor do novo relatório, obtido exclusivamente pelo The Independent on Sunday, afirmou que a política contraditória do banco relativamente às florestas estava agora clara: "Por um lado tenta-se salvar a floresta, por outro dão-se incentivos para a sua conversão."

Existem actualmente mais de 74 milhões de bovinos criados na bacia amazónica, o ecossistema mais importante do mundo, onde ultrapassam as pessoas numa proporção superior a três para um. Alimentado por enormes fazendas ilegais, o gigante sul-americano tornou-se o principal exportador mundial de carne de bovino, criando mais bovinos do que a totalidade dos 25 membros da UE no seu conjunto. Esta expansão industrial surge apesar dos acordos internacionais para combater a desflorestação e das declarações do governo do Brasil de que está a conseguir fazer abrandar a destruição da maior massa florestal mundial actualmente existente.

"As alterações na utilização dos solos na Amazónia são, sobretudo, um produto da criação de gado. Estão nos cascos dos bovinos, na orla da floresta, onde as repercussões se fazem sentir", afirmou Roberto Smeraldi.

O novo relatório, "The Cattle Realm" [O Reino do Gado], surge após um ano em que a desflorestação foi reconhecida como a segunda causa principal das emissões de carbono a nível mundial e foi incluída no plano para um novo tratado global de combate às alterações climáticas. Mas a destruição catastrófica da Amazónia para dar lugar às fazendas de criação de gado está a ser financiada pelas mesmas instituições internacionais que se comprometeram a lutar contra a desflorestação.

O Banco Mundial, que deu a conhecer um novo programa para financiar a "desflorestação evitada" na Cimeira das Nações Unidas sobre o clima, em Bali, no mês passado, está ao mesmo tempo a injectar dinheiro na expansão dos matadouros na região amazónica. O novo relatório estima que a expansão da indústria da carne de bovino do Brasil, financiada internacionalmente, foi responsável por cerca de 12 mil milhões de emissões de CO2 durante a última década - uma quantidade comparável a dois anos de emissões dos Estados Unidos.

O Banco Mundial, que os contribuintes britânicos ajudam a financiar, apoiou a inclusão da desflorestação no "roteiro" de Bali, assinado por 180 países no mês passado. Na cimeira, o banco revelou o seu Fundo Cooperativo para o Carbono Florestal (FCPF), cujo objectivo é a redução da desflorestação através de compensações aos países em desenvolvimento pelas reduções de dióxido de carbono obtidas pela manutenção das suas florestas. O programa-piloto recebeu mais de 160 milhões de dólares (82 milhões de libras) em financiamentos de governos doadores.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, defendeu que o projecto "mostra que o mundo se preocupa com o valor global das florestas e está pronto para o pagar. Existe actualmente um valor pela conservação, não apenas pela exploração da floresta." Mas a instituição, criada para conceder empréstimos aos países em desenvolvimento com o fim de reduzir a pobreza, foi acusada de hipocrisia uma vez que aplaude níveis relativamente baixos de financiamentos na "desflorestação evitada" enquanto gasta milhões nas indústrias - como a criação de gado e a produção de soja - que são, reconhecidamente, os motores da destruição da floresta.

Num único projecto no ano passado, a IFC - parte do grupo do Banco Mundial - entregou 9 milhões de dólares ao principal transformador de carne de bovino do Brasil para melhoramento das operações do seu matadouro na Amazónia, apesar de um estudo ambiental, realizado para a IFC, ter revelado que a expansão de um único matadouro em Maraba conduziria à perda de cerca de 300.000 hectares de floresta para dar lugar a mais bovinos.

17 de Janeiro de 2008 

http://www.alternet.org/environment/74031/







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