desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

IISS: A oposição síria está armada. Os manifestantes a agitar cartazes são, na realidade, terroristas empunhando metralhadoras. | 12Dez2011 21:23:42

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O "Exército de Libertação da Síria" é, literalmente, um exército de militantes extremistas, muitos deles oriundos não das forças armadas sírias mas da Irmandade Muçulmana, que transportam armas pesadas entre as fronteiras turca e libanesa, financiados, apoiados e armados pelos Estados Unidos, Israel e a Turquia. A última prova a confirmar este facto surge na forma de um relatório saído do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em que o Membro Sénior para a Segurança Regional no IISS-Médio Oriente, Emile Hokayem, admite abertamente que a oposição síria está armada e preparada para arrastar a violência da Síria para profundezas ainda mais sangrentas.

Este relatório contrasta claramente com a propaganda alimentada diariamente através dos meios de comunicação corporativos e dos ministros dos Negócios Estrangeiros ocidentais, em que a violência é retratada como unilateral, com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, a "abater a tiro" multidões de manifestantes pacíficos a agitar cartazes. Tal como na Líbia, onde estes "manifestantes pacíficos" afinal não passavam de hordas de mercenários genocidas racistas da Al Qaeda, liderados por representantes das grandes petrolíferas, a combaterem pela sua causa assente num verdadeiro chorrilho de mentiras, o mesmo se passa com o movimento "pró-democracia" sírio que lentamente se começa a revelar como mais uma marca de militantes extremistas há muito cultivada pelos serviços de informações anglo-americanos, cujas chefias se encontram em Londres e Washington e cujos soldados forneceram uma corrente regular de apoio militar encoberto e apoio retórico explícito através dos meios de comunicação corporativos comprometidos.

A instabilidade na Síria foi inteiramente apoiada desde o início por interesses empresariais-financeiros ocidentais e faz parte de uma agenda há muito planeada para uma mudança de regime em toda a região. A Síria já foi designada para uma mudança de regime já desde 1991. Em 2002, o então subsecretário de Estado John Bolton acrescentou a Síria ao cada vez maior "Eixo do Mal". Seria revelado mais tarde que as ameaças de Bolton contra a Síria se traduziam em apoio e financiamentos secretos aos grupos da oposição dentro da Síria ao longo das administrações Bush e Obama.

Num artigo para a CNN em Abril de 2011, o porta-voz do Departamento de Estado em funções, Mark Toner, afirmou: "Não estamos a trabalhar para enfraquecer esse Governo [sírio]. O que estamos a tentar fazer na Síria, através do nosso apoio à sociedade civil, é construir o tipo de instituições democráticas que, com franqueza, estamos a tentar fazer em países em todo o mundo. O que me parece diferente nesta situação é que o Governo sírio vê este tipo de ajuda como uma ameaça ao seu controlo do povo sírio."

As observações de Toner surgiram depois da publicação pelo Washington Post de telegramas que indicam que os Estados Unidos estão a financiar grupos da oposição síria desde pelo menos 2005 e que continuam até hoje.

Num relatório da AFP de Abril, Michael Posner, secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para os Direitos Humanos e Trabalho, afirmou que o "Governo americano orçamentou 50 milhões de dólares nos últimos dois anos para o desenvolvimento de novas tecnologias para ajudar os activistas a protegerem-se de prisão e acusação por parte de governos autoritários". O relatório explicava também que os Estados Unidos "organizaram sessões de formação para 5000 activistas em diferentes partes do mundo. Uma sessão realizada no Médio Oriente há cerca de seis semanas juntara activistas da Tunísia, Egipto, Síria e Líbano, que regressaram aos seus países com o objectivo de treinar os seus colegas aí". Posner acrescentaria que "eles regressaram e há um efeito de propagação". Esse efeito é, claro, a "Primavera Árabe" e, no caso da Síria, o impulso dado à instabilidade actual que ameaça desintegrar o país e abrir as portas à intervenção estrangeira.

Com a "especulação" plantada a correr nos meios de comunicação corporativa de que uma explosão recente, entre vários outros "incidentes" no Irão, era obra de operações secretas ocidentais, e o Jerusalem Post praticamente a admitir que toda a desestabilização apoiada pelo Ocidente na Síria tem como objectivo não a introdução de "democracia" ou a defesa dos "direitos humanos", mas antes enfraquecer o Irão por procuração, é evidente que tudo o que está ao alcance do poder de Wall Street e de Londres está a ser feito para provocar o Irão. O Irão desvalorizou a explosão recente na sua base militar como um acidente e até agora manteve uma paciência persistente face às provocações criminosas e actos de guerra explícitos de um Ocidente que, de uma forma alarmante, está cada vez mais depravado.

Está bastante claro que os estratagemas descritos no relatório do Brookings Institute, financiado corporativamente, "Which Path to Persia?" [Que Caminho para a Pérsia?], foram lidos e compreendidos por ambos os lados e que o Irão percebe que qualquer acto de retaliação que não seja extremamente bem praticado, apenas dará ao mundo ocidental aquilo que este já disse querer  uma desculpa para entrar em guerra com a República Islâmica. Talvez se o público na Síria, no Irão e em todo o mundo ocidental também lesse "Which Path to Persia?" e percebesse que a única ameaça que o Irão e os seus aliados colocam ao mundo ocidental tem a ver com as ambições extraterritoriais de Wall Street e de Londres; talvez uma guerra sangrenta e totalmente desnecessária pudesse ser evitada e pudessem ser dados os primeiros passos para desmantelar a oligarquia empresarial-financeira parasita que tem enganado o mundo durante as últimas décadas.

15 Novembro 2011, Tony Cartalucci
http://landdestroyer.blogspot.com/2011/11/iiss-syrias-opposition-is-armed.html









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