desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

O filme mais visto da história | 24Dez2012 21:27:07

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Esqueçam o “Titanic”. Esqueçam a “Guerra das Estrelas” e “E tudo o vento levou”. São peixe miúdo em comparação com o “Filme Jesus”, que foi visto por mais de dois mil milhões de pessoas. E agora as pessoas por trás do filme têm os olhos postos num novo objetivo... o Iraque.

Não há palavrões. Não há cenas de sexo. Há alguma violência, mas faz parte integrante do enredo. E acaba com um final feliz.

Mas é aqui que terminam as semelhanças com Hollywood. Não há encanto sedutor, não há estrelas e, certamente, não há Cecil B DeMille.

À primeira vista, “Jesus”, ou o “Filme Jesus” como passou a ser conhecido, é um candidato improvável ao título de filme mais visto e mais traduzido. Filmado na Terra Santa e com um Jesus britânico branco, é um recontar sóbrio do Evangelho de São Lucas. Foi feito em 1979, por coincidência no mesmo ano de “A vida de Brian” dos Monty Python.


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Mas como é que, sendo praticamente desconhecido no Reino Unido e em muitos outros países ocidentais, conseguiu ter um público mundial tão grande? E como é que foi traduzido para mais de 760 línguas e dialetos, entre os quais uigur, jorai, caracalpaque, hakka, Mongo-Nkudu e Nosu Yi?

A razão é simplesmente o trabalho de uma organização evangélica americana, a Campus Crusade. Financiada pelos seus apoiantes e amigos, envia equipas a todo o mundo, mesmo onde não são particularmente bem-vindas. Aí, as equipas gravam novas traduções do filme, organizam sessões para multidões curiosas em cinemas improvisados e distribuem cópias a quem puderem.

Em vez de se concentrar em locais como o Reino Unido, o seu interesse são os cantos mais longínquos do mundo, embora recentemente tenha enviado cópias em VHS não solicitadas para famílias norte-americanas.

Entre os objetivos da Crusade inclui-se fazer uma tradução para cada língua. Com cerca de 7000 línguas no planeta, ainda tem algum caminho para percorrer.

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Mas outro dos seus objetivos quase garante, à partida, que vai haver polémica em torno do seu trabalho. Visite o site da organização na Internet e uma barra de publicidade convidá-lo-á a "Enviar cassetes vídeo de 'JESUS' para o Iraque". E para as ajudar a falar especificamente aos muçulmanos, a organização tem uma nova e potente ferramenta.

Em vez de abordar as diferenças entre Cristianismo e Islão, o projeto fez um novo filme de 15 minutos, que realça as suas semelhanças, especialmente o ponto comum da história da criação. Segundo afirma o realizador britânico do novo filme, Andi Hunt: "A finalidade do filme foi sempre criar um contexto para a história de Jesus... Jesus está no Alcorão, é uma parte importante da fé islâmica, portanto tomámos imenso cuidado na introdução para termos em consideração esses espetadores".

Embora as sensibilidades fossem exacerbadas pela sombra da guerra no Iraque, a estreia do novo filme teve lugar numa aldeia numa zona politicamente volátil - mas firmemente islâmica – do norte do Egito. Os membros do projeto levaram um ecrã, um projetor de 16 mm e alguns folhetos.

O realizador de documentários Deep Sehgal filmou a sessão como parte de uma aventura de seis meses para registar o trabalho do projeto. O seu filme, “Selling Jesus”, vai ser transmitido no Reino Unido, na BBC Four, na próxima semana.
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"Os acontecimentos que testemunhámos foram muitas vezes desconcertantes", afirma ele. "Mas o que mais nos impressionou foi a total normalidade daqueles que estavam dispostos a arriscar as suas vidas por Cristo”.

"Não eram cristãos Stepford com expressões vidradas e banalidades dogmáticas. Eram pessoas dedicadas, atentas e liberais que acreditam que encontraram por acaso a única grande Verdade e que morrerão pelo seu direito de a partilhar".

A partir de instalações palacianas na Florida, Paul Eshleman, o chefe da Crusade, parece indicado para o papel de arquétipo do evangelista americano. E, contudo, as suas palavras não se encaixam bem nesse papel, preferindo por exemplo ser chamado "seguidor de Jesus" em vez de cristão. "A palavra cristão está tão carregada de coisas que foram feitas em nome de Cristo", diz ele.

A convicção é uma coisa – a diplomacia, contudo, é outra. Mesmo o facto de a organização se chamar a si própria uma cruzada aponta para a delicadeza das questões em causa, especialmente depois de o Presidente Bush ter utilizado o termo – e o ter rapidamente abandonado – após o 11 de setembro.

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Eshleman não pede desculpa por espalhar o evangelho em que acredita.

"As pessoas perguntam 'por que é que vai para esses lugares longínquos?'
É porque essas pessoas não tiveram nenhuma oportunidade. É tudo o que queremos fazer – dar-lhes a oportunidade de ouvir a mensagem de Cristo numa língua compreensível perto do lugar onde vivem".

São pessoas como John Meyer, um dos membros da equipa que vai para o terreno para fazer novas traduções do filme, que puseram essa visão em prática – e puseram o filme nos livros dos recordes. "Estou disposto a dar a minha vida por Jesus, se chegar a esse ponto", disse ele a Sehgal. "Por isso se houver uma gravação num país devastado pela guerra, estou mais do que disposto a ir. Ou a qualquer outro lugar, para ser franco".

21 Jul 2003, Giles Wilson
BBC News Online Magazine
http://news.bbc.co.uk/2/hi/magazine/3076809.stm






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