desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

Radiação de micro-ondas afeta o coração | 01Mai2014 18:05:02

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7 de março de 2011. Durante o ano passado interessei-me cada vez mais pelos efeitos da radiação de micro-ondas no coração. Este interesse baseia-se numa série de observações.

Algumas pessoas que são sensíveis à eletricidade queixam-se de batimentos cardíacos rápidos ou irregulares e que sentem pressão ou dor no peito (Eltiti, 2007).

Realizámos um estudo de “validação do conceito” para determinar se conseguíamos medir as alterações na frequência cardíaca causadas pela radiação de micro-ondas com monitorização em tempo real. Descobrimos que algumas pessoas desenvolvem batimentos cardíacos rápidos ou irregulares quando expostas a micro-ondas pulsadas (de uma estação base de telefone sem fios) a níveis considerados seguros pela OMS, FCC e Health Canada (Havas et al. 2010).

Durante o ano passado ouvi contar histórias de que crianças que frequentam escolas com WiFi se queixam de batimentos cardíacos acelerados quando estão na escola (link para o vídeo [link não funciona]). Dois desses estudantes na zona de Barrie (Canadá) acabaram por ter de usar monitores cardíacos e havia uma jovem que ia ser operada ao coração porque o seu cardiologista não conseguia perceber o que é que estava errado. Os pais adiaram a operação, retiraram o WiFi de casa e os sintomas da jovem não regressaram durante o verão, altura em que ela não ia à escola.

Durante os últimos anos, dois estudantes diferentes, também na região de Barrie, sofreram uma paragem cardíaca repentina relacionada com exercício. Felizmente a ajuda foi rápida e sobreviveram. As escolas dispõem agora de desfibriladores em consequência destes casos.

Será normal os jovens queixarem-se de problemas cardíacos e dois estudantes de uma comunidade relativamente pequena sofrerem uma paragem cardíaca repentina?

Comecei a investigar este assunto e fiquei a saber que a paragem cardíaca repentina é a principal causa de morte entre os atletas (Drezner et al. 2008) e parece estar a aumentar entre os adolescentes e jovens adultos (Maron et al. 2009; Zheng et al. 2005).

A morte súbita entre atletas aumentou lentamente de 1980 a 1995 e depois subiu repentinamente em 1996 e continuou a aumentar até 2006, altura em que o estudo terminou (Maron et al. 2009) (Ver figura 1). A doença cardíaca coronária e o trauma contundente no peito durante as competições foram identificados como sendo a causa em certos casos, mas outros casos são misteriosos.


Mw_rad_heart_fig_1_CV_events_P.jpg


Os médicos desconhecem a razão desta tendência perturbadora e, de acordo com um estudo (Dencheve et al. 2010),
http://www.magdahavas.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Denchev-2010.pdf
a medicação para as crianças diagnosticadas com perturbação de défice de atenção com hiperatividade pode aumentar o risco de morte súbita cardíaca.

Um aspeto que não foi considerado é a exposição crescente a radiação de micro-ondas provenientes de telemóveis, antenas de telemóveis e tecnologias sem fios no ambiente de casa e da escola. Será que a nossa exposição de baixo nível a radiação de micro-ondas está a impor um esforço excessivo ao sistema nervoso dessas crianças e a contribuir para irregularidades cardíacas que são exacerbadas com o exercício e resultam em paragem cardíaca repentina? Se as micro-ondas a baixas intensidades (como se mostra no nosso estudo) podem afetar os corações de adultos, então essa radiação pode certamente afetar os corações de crianças.

Em novembro de 2010, duas escolas da zona de Barrie foram monitorizadas relativamente à radiação de micro-ondas. O que é particularmente perturbador sobre os resultados obtidos é que, das 20 salas medidas, 17 das salas de aulas tinham níveis iguais ou superiores aos níveis que causaram irregularidades cardíacas entre os adultos no nosso estudo sobre a variabilidade da frequência cardíaca (0,003 mili-watts/cm2). Mas ainda mais perturbador é que os níveis de radiação de micro-ondas excederam a orientação do Código de Segurança 6 da Health Canada perto de um computador numa sala de aulas (1,342 vs 1 mili-W/cm2)! Escreverei mais sobre isto num relatório separado.

Sabemos que os pacemakers podem funcionar mal se forem expostos à interferência de frequências de micro-ondas e as pessoas com pacemakers são informadas de que devem manter-se afastadas de fornos de micro-ondas e outros dispositivos emissores de micro-ondas. Os pacemakers mais recentes têm uma blindagem para impedir a interferência. Mas o coração humano vem sem blindagem. Portanto, não é só a criança ou o adulto com um pacemaker que precisa de ter cuidado com a sua exposição às micro-ondas, todos nós precisamos de saber que esta radiação pode afetar o coração.

Este conceito é corroborado pela investigação inicial sobre a radiação de micro-ondas. Os problemas cardiovasculares parecem ser comuns entre as pessoas que trabalham com micro-ondas. Numa Escolha da Semana anterior (n.º 22: Um simpósio muito importante), Healer (1970) afirmou que:
http://www.magdahavas.com/pick-of-the-week-22-a-very-important-symposium/

“No interesse da higiene no trabalho, muitos investigadores soviéticos (e pelo menos um investigador norte-americano) recomendaram que as anomalias cardiovasculares fossem utilizadas como critérios de rastreio para excluir as pessoas de trabalhos que envolvessem exposição a radiofrequências.”

A “Escolha da Semana 24” desta semana corrobora a afirmação acima referida. É um estudo, também publicado em 1970, que documenta as alterações cardiovasculares em pessoas que trabalham com micro-ondas.

Glotova, KV, Sadchikova MN. 1970. Development and clinical course of cardiovascular changes after chronic exposure to microwave irradiation, Effect of Microwave Irradiation, Arlington, VA, Joint Publication Research Service, (JPRS 51238), 3 pp. Clique aqui para fazer download do pdf do estudo.
http://www.magdahavas.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/Development_and_Clinical_Course_of_Cardiovascular_Changes_After_Chronic_Exposure_to_Microwave_Irr.pdf

Os autores desta publicação pertenciam ao Instituto de Higiene no Trabalho e Doenças Profissionais, Academia de Ciências Médicas da URSS, Moscovo. Este é apenas um de uma série de estudos da União Soviética que examinam o efeito da radiação de micro-ondas no sistema nervoso e cardiovascular. Os meus comentários estão entre parênteses quadrados [ ].

O objetivo deste relatório era “descrever a natureza, a gravidade e a evolução clínica das alterações cardiovasculares que se seguem à exposição crónica a irradiação de micro-ondas. Esta informação foi deduzida a partir de observações clínicas a longo prazo [3 a 6 anos] de 130 doentes. Os dados dizem respeito a 105 doentes (90 do sexo masculino e 15 do sexo feminino). Os que sofriam de amigdalite crónica, lesões neurológicas orgânicas e traumatismo craniano foram excluídos”.

Os doentes tinham estado a trabalhar com micro-ondas na gama de um centímetro durante pelo menos 5 anos e estiveram expostos a níveis bastante intensos especialmente nos primeiros anos (iguais e inferiores a vários mili-W/cm2). As intensidades superiores a 1 mW/cm2 seriam atualmente consideradas como exposição elevada.

Os participantes foram colocados em dois grupos. Os participantes do grupo um tinham astenia (fraqueza e falta de energia) e queixavam-se de dores de cabeça, fadiga, insónia e dores na região do coração. Algumas dessas pessoas tinham hipotensão arterial (tensão baixa) e bradicardia (frequência cardíaca lenta).

Os participantes do grupo dois queixavam-se de fadiga, irritabilidade, dores de cabeça, náuseas e vertigens. Alguns tinham crises neurovegetativas-vasculares com dores de cabeça graves, arrepios, tremor, perda de consciência, palidez ou rubor da face, dor constritiva no coração, respiração difícil seguida de grande fraqueza. Os participantes deste grupo tinham mais possibilidades de sofrer de taquicardia (frequência cardíaca rápida) e tensão alta, disfunção neurovegetativa-vascular e insuficiência hipotalâmica. O hipotálamo, uma pequena parte do cérebro imediatamente acima do tronco cerebral, liga o sistema nervoso ao sistema endócrino e controla a temperatura corporal, a fome, a sede, a fadiga, o sono e os ciclos circadianos. Uma insuficiência hipotalâmica pode afetar qualquer destas funções.

Os autores concluíram o seguinte:

“Assim, as observações a longo prazo revelaram que a natureza e a intensidade das reações cardiovasculares à exposição prolongada a micro-ondas estão estreitamente relacionadas com alterações neurológicas, especialmente as do sistema neurovegetativo. Variam também com a pessoa. Algumas exibem durante muito tempo apenas sintomas asténicos ligeiros com bradicardia sinusal e hipotensão arterial sem sinais de perturbações hemodinâmicas gerais ou regionais.

Outras desenvolvem disfunção neurovegetativa-vascular, muitas vezes com sintomas de insuficiência hipotalâmica e angiospasmo [contração espasmódica dos vasos sanguíneos com aumento da tensão arterial] que por vezes comprometem a circulação cerebral [do cérebro] e coronária [do coração]”.

********

A literatura inicial mostrando disfunção cardiovascular entre pessoas que trabalham com micro-ondas; o nosso estudo mostrando irregularidades da frequência cardíaca com exposição a micro-ondas pulsadas a uma fração das recomendações internacionais sobre exposição a micro-ondas; as queixas de irregularidades cardíacas de pessoas hipersensíveis à eletricidade; as queixas de palpitações cardíacas e de batimento cardíaco acelerado dos estudantes; e o aumento da taxa de paragem cardíaca repentina entre os jovens ao ponto de as escolas estarem a instalar desfibrilhadores não podem ser ignorados.

Da mesma forma que os trabalhadores deviam ser rastreados se vão trabalhar com radiação de micro-ondas, os estudantes deviam ser rastreados todos os anos na escola para assegurar que não têm uma doença cardíaca subjacente que possa ser exacerbada com a exposição a WiFi.

Uma palpitação cardíaca pode ser um aviso precoce de que algo mais grave pode acontecer. Qualquer pessoa que de repente sinta o coração a bater de forma rápida ou irregular ao fazer esforço físico ligeiro ou sem esforço físico, quando estiver exposta à tecnologia sem fios, deve prestar atenção ao aviso, minimizar a exposição o mais rapidamente possível e consultar um cardiologista.

http://www.magdahavas.com/pick-of-the-week-24-microwave-radiation-affects-the-heart/ 

 

Ver  também:
Duros avisos dos médicos sobre o risco do Wi-Fi nas escolas
http://www.acordem.com/blog/30608//






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