desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

Sínodo 2015 - documento final: o bom, o mau e o feio | 14Jan2016 11:39:56

 


(John Vennari) Boa noite e bem-vindos à Fatima TV. Sou John Vennari da Catholic Family News, estou aqui com o meu amigo e colega Chris Ferrara. Estamos em Roma, à luz dos candeeiros da rua, e estamos aqui à noite porque foi esta noite, 24 de Outubro, que o Sínodo publicou o seu documento final. Bem, estas questões polémicas que estavam no centro das atenções, a “proposta Kasper” que permitiria que pessoas divorciadas que voltaram a casar recebessem a Eucaristia e também a abordagem muito branda e preocupante à homossexualidade, estas duas questões polémicas, parece que houve um certo recuo, parece que adoptaram uma abordagem diferente, que decidiram ir mais devagar, mas este documento contém outras coisas que vocês precisam de saber, pois podem causar danos tremendos no futuro. E agora o Chris vai explicar a situação.

(Chris Ferrara) Primeiro, quando ler amanhã o que dizem os comentaristas conservadores normalistas, que os comentaristas tradicionalistas ficaram alarmados com este documento e que o céu não está a nos cair em cima e que está tudo às mil maravilhas, não lhes deem ouvidos porque eles não leram o documento. Estamos aqui com ele, só está disponível em Italiano, e vamos ler as partes principais; a maioria delas está na 3a secção, que é a mais problemática. Vamos entender o que está acontecer.

O inimigo – os progressistas - que tentaram controlar o Sínodo do princípio ao fim, deram dois passos à frente, mas só um atrás. Portanto é, sem dúvida, um avanço em termos reais muito significativo dos planos progressistas. Vamos começar pelo parágrafo 84 que foi aprovado com 187 votos contra 72, eram necessários 180 votos para ser aprovado. E diz este parágrafo que os divorciados que casaram de novo, pessoas que vivem em adultério, devem ser melhor integrados na vida paroquial. E na explicação do que querem dizer com integração, a maioria que aprovou a disposição fala de formas de exclusão, e “ai, que má que é a Igreja!”

(Vennari) Sim, essa foi a terminologia usada. “Exclusão” é um termo retórico que faz a Igreja parecer injusta na forma como trata os divorciados que voltaram a casar.

F: E as formas de exclusão a que se referem são no campo da liturgia, da doutrina e da educação, nestas três áreas. Isto significa que querem que os divorciados que voltaram a casar leiam as Sagradas Escrituras na missa, esse é o campo da liturgia, no campo da doutrina, querem que os divorciados que voltaram a casar sejam professores de religião e no campo da liturgia querem que os divorciados recasados sejam padrinhos.

Então querem que os divorciados que voltaram a casar, pessoas que vivem em adultério como disse o próprio Cristo, como a Igreja sempre ensinou durante 2.000 anos, que digam em frente à pia baptismal: “É claro que repudiamos Satanás e todas as suas obras” e depois voltem para casa e retomem as suas relações adúlteras. É uma obscenidade total!

Mas é exatamente o que Francisco queria. Antes do Sínodo ele perguntava: “Porque é que não podem ser padrinhos? Porque é que não podem ser professores de religião? Porque é que não podem ler os Evangelhos na missa?” Ou seja, porque é que não podem ser tudo? Como se não tivessem problemas! Como se não vivessem em estado de adultério, fora a Sagrada Comunhão.

(Vennari) E legitima o estilo de vida, legitima a união adúltera até certo ponto, mas também vemos que este documento não menciona o comportamento pecaminoso, não fala de pecados sexuais ou de comportamento pecaminoso. O pecado é mencionado de passagem, que Cristo salvou a humanidade do pecado, esse tipo de coisas, mas homossexualidade, concubinato, adultério – nenhuma menção da palavra pecado.

F: Diz apenas que são várias formas de comportamento e, no caso dos divorciados que voltaram a casar, tiveram esse triste incidente nas suas vidas, mas com certeza não se pode mais chamá-los de adúlteros, porque se fossem como podiam ficar diante da pia baptismal e dizer que repudiam Satanás? O absurdo é que estão a viver precisamente como Satanás quer que vivam.

(Vennari) Bem, isso mostra que este documento é fundamentalmente um documento modernista porque, precisamos de saber que no modernismo não é tanto aquilo que se diz, mas aquilo que não se diz, o que deixam de dizer, de propósito e o que deixaram de dizer de propósito, como mencionamos, foi qualquer referência ao comportamento pecaminoso, a pecados mortais que mandam almas para o inferno.


Discernir sobre diferentes situações (par. 85)

F: Depois no parágrafo 85. Neste parágrafo fizeram o mesmo que o Cardeal Schonborn e outros também fizeram nas conferências de imprensa, distorceram a interpretação do parágrafo 84 da Familiaris Consortio em que João Paulo II fala sobre discernir as diferentes situações, que algumas esposas são vítimas de abuso por parte dos maridos que as deixaram por outra mulher e etc. e tal, mas o objetivo desse discernimento não é admitir ninguém aos sacramentos, porque no mesmo parágrafo ele afirma que não podem ser admitidos aos sacramentos de forma alguma, porque a situação em que se encontram contradiz objetivamente a relação entre Cristo e a Sua Igreja e permitir tal coisa lançaria os fiéis na confusão e no erro. Fecha-se a porta nesta questão, mas eles fingem que João Paulo II abriu a porta para isso,

(Vennari) Pois, pois.

F: e continuam a distorcer o parágrafo 84 da Familiaris Consortio, transformando-o num discernimento que parece sugerir que nalguma altura os divorciados que voltaram a casar, que vivem em adultério, podem vir a comungar.

V: Pois é, e estão determinados a fazer isso também.
O Sínodo ainda não acabou, as questões não acabaram, mas vão continuar. Por isso...

F: Este vai ser um Sínodo contínuo porque agora vamos ter a igreja sinodal,

V: Pois, vamos ter a igreja sinodal.


Foro interno (par. 86)
F: como Francisco anunciou, como nos disse a semana passada. Depois temos o parágrafo 86 que foi aprovado por 190 votos contra 64 e este parágrafo apresenta o conceito insidioso do foro interno, sugerindo claramente que, dalgum modo, no foro interno, uma pessoa pode viver um relacionamento adúltero isenta de culpa, porque as coisas foram tãâão difíceis! Existem situações difíceis, claro, mas a realidade objetiva é que situações difíceis não justificam um comportamento imoral, se assim fosse, a Igreja podia desculpar qualquer espécie de pecado. “Olha, tive que matar a minha sogra, estava a ficar louco!”

Quer dizer, o que é que não se pode justificar, ou pelo menos diminuir em termos de culpabilidade, então existe uma discussão aqui no parágrafo 86 sobre discussões com os pastorados locais segundo a orientação do bispo sobre uma maior integração dos divorciados recasados na vida da Igreja, só faltou dizer que eles podem comungar como resultado dos debates, mas este parágrafo tem boas notícias, pelo menos cita os ensinamentos de João Paulo II no parágrafo 34 da Familiaris Consortio que, no que diz respeito à lei moral, essa ideia de que pode ser uma coisa gradual, que a pessoa vai gradualmente aceitando a lei enquanto recebe a Comunhão, ela vai gradualmente pensando se vai parar de cometer pecado mortal enquanto recebe a Comunhão, isso foi enfaticamente rejeitada por João Paulo II no parágrafo 34 da Familiaris Consortio, e aqui no parágrafo 86 a maioria do Sínodo pelo menos diz que não existe gradualidade na lei moral, mas isso contradiz o resto do documento e assim temos nas mãos mais uma daquelas trapalhadas, um documento que diz sim e não ao mesmo tempo.

V: Sim, o que afirma num lugar contradiz no outro.


Ecumenismo moral
F: Depois há a questão deste ecumenismo moral ridículo introduzido no Instrumentum Laboris. Ora, já não se diz mais que as pessoas estão a viver em pecado, já não se diz mais que estão a viver na imoralidade por estarem amigadas, como se diz coloquialmente, ou por terem-se divorciado e casado de novo e viverem em adultério, não, não se usa mais esses termos, agora praticamos o ecumenismo moral. Da mesma forma que todas as religiões são mais ou menos boas – veja todos os elementos bons no Hinduísmo, na veneração das tribos indígenas, etc. – nós agora vemos coisas boas nesses relacionamentos irregulares.

O parágrafo 69 até tem a frase: “As pessoas que vivem essas relações irregulares não têm a plenitude do sacramento”. Mas que disparate é este? Ou se tem um matrimónio sacramental ou não se tem. É impossível ter apenas parte do sacramento!

V: Pois, referem-se ao concubinato aqui.

F: Concubinato. Então agora temos que acreditar que aqueles que vivem em pecado não estão, de facto, a viver em pecado, que estão só a viver numa situação imperfeita que possui parte do sacramento, da mesma forma que outras religiões possuem parte da verdade. Totalmente ridículo!

V: Pois é.


Educação sexual (par. 58)
F: Apesar disso, vai passar a ser a nova linguagem, indo em frente. Depois vem a abertura à educação sexual no parágrafo 58. Como vemos no Instrumentum Laboris, este documento foi aprovado por uma esmagadora maioria: 247 contra 14, e o parágrafo 58 diz que embora a família ocupe um lugar privilegiado em pedagogia, não pode ser o único local para a educação sexual. Não é uma opção, de acordo com a maioria, não pode ser o único local. Agora tem que haver educação sexual fora da família, ou seja, na sala de aula. Como sabemos, os cursos de educação sexual católicos da sala de aula, todos nós já experimentámos...

V: Os pais lutaram contra isto durante os anos 80, durante os anos 90...

F: São um nojo!

V: São um nojo. As dioceses e os monsenhores arrasaram com os pais, e agora o Vaticano de Francisco deu-lhes mais munições para combaterem os pais.

F: Trabalhei num caso que se passou na Flórida em que pais quiseram optar por tirarem os filhos da aula de educação sexual numa escola católica e foram expulsos. O caso foi parar no tribunal e recebeu cobertura televisiva. A repórter tinha parte do material na mão. Era tão nojento que ela não pôde ler aquele material católico de educação sexual na frente das câmaras, teve que parar e deixar de ler certas passagens. Não pôde lê-las em voz alta. Eram imundas a esse ponto. E este parágrafo 58 diz que agora as crianças, referindo-se a adolescentes e jovens na puberdade, devem agora ser educadas sobre a beleza da sexualidade no amor, em outras palavras, ensinadas sobre a atividade sexual.

V: A mecânica da coisa toda e também numa altura da vida em que precisam de evitar ocasiões de pecado e não ver essas imagens nem ter essas tentações esfregadas na cara, porque sabemos que o sentido-objeto estimula o sentido-apetite.

F: O que Pio XI condenou quando disse que ousaram sugerir que se devia dar educação sexual na sala de aula, deixou de ser uma sugestão. Agora ousam dizer que é fundamental e obrigatório e que a família não pode ser o único lugar onde isso é feito. É absolutamente revolucionário.

V: Pois, pois, é o que temos nas mãos. Bem, vamos terminar aqui porque está a ficar tarde, há mais coisas de que falar. Também temos que nos lembrar que a finalidade dos sínodos é manter vivo o aggiornamento (atualização) contínuo. Eu tenho um livro, a biografia de João Paulo II, e ele diz que o objetivo do sínodo é dar continuidade à obra do Vaticano II em direção ao futuro.

F: Os liberais não...

V: E é o que estamos a ver aqui. A igreja sinodal, o aggiornamento contínuo e, de fato, a constante evolução da doutrina e da prática pastoral.

F: Pois, são sem dúvida 2 passos para a frente e só um para trás, portanto, mais um passo em frente para os revolucionários do pós-Concílio. Eles obteram avanços aqui e vão dizer isso amanhã na conferência de imprensa. Não vai ser só a interpretação deles, mas vão ter razão para acreditar nisso.

V: Então é tudo por hoje e esperamos fazer outro vídeo para vocês amanhã. John Vennari e Chris Ferrara para a Fatima TV, despedindo-se, de Roma.






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