desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

O QUE É A VERDADE? A beatificação de Pôncio Pilatos | 25Out2016 16:18:55

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Sugerir que é possível conhecer a verdade sobre assuntos superiores, como o propósito da vida humana e as leis que a regem, é amplamente considerado como um sinal de ingenuidade ou, pior, um fanatismo perigoso. Mesmo o Papa, encarregado de preservar os ensinamentos dogmáticos da Igreja, questiona regularmente o motivo e a moralidade daqueles que defendem, em todas as suas particularidades, a Fé que nos foi transmitida pelo magistério (ver “Rise of the Neo-Casuists”). 

Francisco nunca parece cansar-se de rotular de rígidas e desamorosas pessoas anónimas da Igreja por elas insistirem numa adesão rigorosa aos ensinamentos tradicionais sobre casamento e sexualidade (ver “Pope Francis attacks ‘fundamentalist’ Catholics, dismisses condom ban as unimportant”). E a comunicação social, sentindo que finalmente encontrou em Francisco um Papa recetivo à razão (segundo a definição deles), tem sido excecionalmente lisonjeira na cobertura do seu papado. É quase possível ouvir o suspiro de alívio em certos quadrantes: “Finalmente, um Papa que percebe!” Mas o que é exatamente que eles acham que o Papa percebe?

O Papa percebe, ou assim parece para muitos, que não existe uma verdade absoluta, pelo menos em termos de certas questões morais (ver “Debacle at the Lateran – Part I”). Talvez não exista nenhuma declaração mais concisa e profunda da mentalidade moderna (e modernista) à qual muitos da Igreja sucumbiram do que as palavras do pregador louco, Hazel Motes, do romance "Sangue Sábio" de Flannery O’Connor:

“Eu prego que existem verdades de todos os tipos, a vossa verdade e a verdade de outros, mas, por trás de todas as verdades existe apenas uma verdade, que é que a verdade não existe... A não existência da verdade por trás de todas as verdades, é isso que eu e a minha igreja pregamos!”


Isto é o relativismo e embora o Papa Bento XVI advertisse sobre os seus perigos (ver “What Is 'Relativism'?”), as suas advertências foram em grande parte ignoradas. Afirmar que algo é verdade implica o corolário de que a sua negação ou o seu oposto é falso. Se 2 mais 2 é igual a 4, então a proposta de que 2 mais 2 é igual a 5 deve ser rejeitada. Tal rejeição poderá envolver ferir os sentimentos daqueles que defendem calorosamente a posição de que 2 mais 2 é igual a 5, na qual investiram os seus egos; mas também lhes abre a possibilidade de abraçarem a verdade e potencialmente salvá-los de cometerem erros desastrosos com base na falsidade.

Que há uma falta espantosa de caridade fraterna na sociedade de hoje é tristemente evidente. Por isso a mensagem de que devemos seguir a ordem de Nosso Senhor para nos amarmos uns aos outros como Ele nos ama, tem de ser ouvida repetidamente. Mas o amor tem que se basear na verdade. Nenhum pai que ame o seu filho diz-lhe mentiras ou permite que outros o façam. E o Santo Padre, se se importa genuinamente connosco, tem de expressar o seu amor no contexto da verdade.

Há uma coisa que se chama o pecado de respeito humano (ver “timor mundanus como respeito humano”). Raramente é mencionado, razão pela qual tende a não ser reconhecido e muitas vezes não é corrigido. O que poderá estar errado com o respeito humano? Como é que pode ser um pecado? Talvez haja um problema linguístico, na tradução do latim. As palavras reais são “timor mundanus”, que podem ser traduzidas literalmente como “temor mundano”, muitas vezes oposto ao temor de Deus.

Este temor surge quando queremos que alguém pense bem de nós ou queremos evitar as dificuldades de um confronto que pode surgir se formos dizer a verdade. Assim, sob a influência deste temor, muitas vezes mantemo-nos calados em vez de defendermos a Fé. Ou, pior ainda, parecemos concordar tacitamente com palavras e comportamentos que sabemos serem errados. É demasiado fácil considerar este temor como caridade fraterna. Não queremos incomodar ninguém nem ferir os seus sentimentos. Dizemos que somos atenciosos, quando estamos simplesmente a zelar pelo nosso próprio conforto e a ignorar as obras de misericórdia espirituais que nos são ordenadas para instruir os ignorantes e admoestar os pecadores.

Este tipo de temor esteve sempre connosco, mas foi ficou mais forte recentemente e parece estar a suplantar a doutrina católica aos níveis mais elevados da Igreja. O Sínodo sobre a Família e o problemático documento papal Amoris Laetitiae – A Alegria do Amor – são mais dedicados ao respeito humano do que ao respeito pela verdade como a Igreja sempre a ensinou (ver “The Modernist Ruse Behind the Bergoglian Pontificate”). E aqueles que insistem nesta verdade arriscam ser repreendidos, caricaturados e ridicularizados pelo papa.

O que é apresentado em vez da verdade nos nossos tempos é uma falsa misericórdia que tenta abarcar todos os pontos de vista, todos os estilos de vida. Tal misericórdia é erradamente identificada como a mensagem central dos Evangelhos, uma espécie de super-dogma ao qual todas as outras considerações devem ser subordinadas. E o que é este super-dogma se não o pecado de respeito humano?

O pregador de Flannery O’Connor, Hazel Motes, funda uma nova igreja à qual chama “A Igreja sem Cristo”. O objetivo desta nova igreja é a abolição da necessidade de redenção pelo sofrimento. Eis algumas palavras reveladoras ditas pelo seu único membro e pregador:


“O que vocês precisam é de algo para tomar o lugar de Jesus, algo que fale claramente. A Igreja sem Cristo não tem um Jesus mas precisa de um! Precisa de um novo jesus! Precisa de um que seja totalmente humano, sem sangue para desperdiçar … Dêem-me vocês esse jesus. Dêem-me esse novo jesus e verão quão longe a Igreja sem Cristo pode chegar!”


Incrivelmente, parece que estamos à beira de descobrir quão longe a Igreja sem Cristo pode chegar. Temos agora alguém para tomar o lugar de Jesus, um “novo Jesus” que é “totalmente humano, sem sangue para desperdiçar”. Este “novo Jesus” não faz juízos, não aconselha uma doutrina ou moralidade estabelecidas. Não somos redimidos por ele porque não necessitamos de redenção. Sem cruz. Sem sangue. Sem pecado, exceto uma insistência impiedosa na verdade.

A Irmã Lúcia falou de uma desorientação diabólica na Igreja. Qual é o seu significado? Ficar desorientado é perder o sentido de orientação, afastarmo-nos do nosso caminho correto. Mas algo está sempre à nossa frente, independentemente do lado para o qual nos voltemos. Uma desorientação diabólica implica um afastamento da verdade e uma viragem para a falsidade, porque satanás é o pai das mentiras. E a sua grande mentira nos nossos tempos é este “novo Jesus” que luta por substituir o verdadeiro Cristo.

Observámos uma desorientação visível na liturgia após o Vaticano II: A missa deixou de ser celebrada “ad orientem”, ou seja, virada para Jesus no tabernáculo; o padre devia voltar as costas a Cristo e estar virado para as pessoas. Esta desorientação progrediu agora até ao ponto em que nos pedem, não para adorarmos o Senhor, mas pedem ao Senhor para nos “acompanhar” enquanto vagueamos por onde queremos.

O “novo Jesus” é a encarnação do respeito humano em nome de uma falsa misericórdia. Quão longe irá o “novo Jesus” levar-nos pela estrada da desorientação? Sabemos que o Coração Imaculado de Nossa Senhora triunfará no fim, mas quanto tempo demorará esse triunfo a chegar e quanto sofrimento é que tal demora nos trará é algo que não sabemos. Mas não estamos impotentes.

A Mensagem de Fátima é-nos dada, assim como aos Papas e bispos e líderes mundiais. Desde que escutemos Nossa Senhora e façamos o que Ela pede, manteremos os nossos rostos virados para a verdade, e as nossas preces e sacrifícios apressarão o dia em que o verdadeiro Jesus vence o “novo jesus.”

Enquanto aguardamos o triunfo de Nossa Senhora, podemos ajudar a apressá-lo apoiando este apostolado e todos os seus trabalhos. O mundo tem que saber que a sua única esperança e a sua única ajuda se encontram na obediência a Nossa Senhora e em amar o Seu coração Imaculado. Ajude-nos a continuar a proclamar a Sua Mensagem.

http://fatima.org/news/enlarchive/2016/ENL1609.asp






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